Quanto vale sua marca? Por Denyse Orso

 

     Quantas vezes você ficou em dúvida na hora de comprar um presente ou mesmo de atender a própria necessidade? E quantas dessas vezes você, antes de lembrar do produto, visualizou a marca? Ao escolher um item de consumo, uma marca pode sobressair à outra. E o motivo é bastante simples: a identidade visual de empresa está correta e fisgou o consumidor. Incrementar as vendas não depende apenas de sorte, propaganda ou promoções. Cuidar da imagem da empresa pode significar a diferença entre o fracasso e o sucesso do negócio.

     A marca é um dos principais fatores decisivos para a compra e a identificação dela é quase que imediata quando a relação produto e loja é bem posicionada. A lembrança da marca começa no ponto de venda.

     Um layout que conquiste o cliente, aliado a um bom produto, ficará certamente guardado na memória do consumidor.

     O espaço visual do estabelecimento é o que se pode chamar de isca e certamente precisa estar de acordo com a empresa. Para incrementar vendas e conquistar novos consumidores, uma mudança de layout pode ser bastante favorável. A grande maioria das pessoas escolhe o produto diante da vitrine e, por isso, vale a pena investir na diferenciação. “Se o varejista sentir que as vendas estão abaixo do patamar pretendido é possível incrementar, alterar alguns acabamentos na loja e caprichar na vitrine. Hoje, a grande tendência são os espaços para os acompanhantes, como locais de espera com televisor e frigobar, por exemplo”, comenta a arquiteta Tina Laus, especialista em arquitetura no varejo.
 


Loja Coloritá
Foto: Eliana Vieira
 

Cada espaço uma sentença

 

     Para a arquiteta Tina Laus, projetar um espaço comercial nunca teve tanta importância quanto atualmente. O cliente de hoje é aquele que escolhe onde comprar e não mais apenas o quê comprar.”A decisão baseia-se na experiência sinestésica que o cliente tem em um ambiente. Cores e texturas são elementos que devem fazer parte do projeto do arquiteto em se tratando de arquitetura varejista”, destaca.

     Para um espaço comercial se tornar mais atraente, Tina elenca alguns fatores especiais. Segundo ela, a atração que determinado local exerce sobre uma pessoa que ainda não o conhece começa no momento em que ela passa em frente à vitrine. “A vitrine deve ser a alma da loja. Ela não precisa ser um espaço burocrático. Deve sugerir e até mesmo brincar com o conceito pré-estabelecido da marca,” afirma. É na vitrine que o cliente decide se entra ou não. “Dentro da loja, a técnica utilizada é outra. O cliente quer ter acesso às mercadorias, quer tocá-las e senti-las. Neste espaço, a prioridade são as circulações, os acessos e a facilidade de manipulação dos objetos.

     A iluminação, móveis de apoio, música ambiente de acordo com a temática e até mesmo o perfume da loja são fatores determinantes para a permanência do cliente e até na compra,” argumenta.

 

Revista INFO COMÉRCIO – dezembro 2007